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Vai montar um laticínio? Conheça os principais equipamentos e peças.

Vai montar um laticínio? Conheça os principais equipamentos e peças.

Por: Minas Mais - 20 de Fevereiro de 2026

Empreender no setor de laticínios é mergulhar em uma tradição milenar que alimenta a humanidade há mais de 10 mil anos. Desde os primórdios da domesticação de animais, o ser humano busca formas de preservar os nutrientes do leite, transformando um produto perecível em delícias duradouras como queijos e coalhadas . O que antes era uma técnica artesanal de sobrevivência, hoje é uma indústria sofisticada que alia ciência, tecnologia e rigor sanitário para levar à mesa de milhões de brasileiros produtos como queijos frescos, maturados, massas filadas, bebidas lácteas, leite pasteurizado e whey prontein.

 

A história dos laticínios no Brasil

A história dos laticínios brasileiros começa ainda no período colonial, quando os primeiros rebanhos bovinos foram trazidos da Europa. Mas foi em Minas Gerais, no século XVIII, que a produção de queijos e derivados ganhou identidade própria. O famoso Queijo Minas, hoje com indicação geográfica reconhecida, nasceu da necessidade dos tropeiros e fazendeiros de conservar o leite em regiões remotas — e acabou virando patrimônio cultural imaterial do Brasil.

 

Com a chegada dos imigrantes europeus no final do século XIX e início do XX, especialmente italianos e alemães, novas técnicas e culturas foram incorporadas. Regiões como o Sul do Brasil passaram a produzir queijos de estilo europeu com maestria. O século XX viu a industrialização avançar sobre o setor, com o surgimento das grandes cooperativas e indústrias de laticínios que hoje abastecem todo o país.

 

O setor lácteo movimenta bilhões de reais por ano e gera empregos desde o campo até as prateleiras do supermercado. E nesse contexto, os pequenos e médios laticínios artesanais e industriais encontraram um espaço privilegiado: o consumidor moderno valoriza produtos regionais, com identidade, qualidade e rastreabilidade.

 

Tipos de produtos que um laticínio pode trabalhar

Um laticínio pode diversificar sua produção para atender diferentes nichos de mercado, maximizando lucros. Os produtos lácteos são classificados em categorias principais: frescos, fermentados e concentrados. Entre os frescos, destacam-se o leite fluido pasteurizado ou esterilizado (UHT), leite desnatado, creme de leite e manteiga. Esses itens são essenciais para o consumo diário e representam a base da indústria.

 

Nos fermentados, encontramos iogurtes, bebidas lácteas, queijos (como minas frescal, muçarela, parmesão e gorgonzola) e requeijão. Esses produtos agregam valor através da fermentação láctea, que melhora o sabor e a digestibilidade. Já os concentrados incluem leite condensado, leite em pó e doces como o doce de leite, populares na culinária brasileira. Outros derivados, como whey protein, sorvetes e ricota, exploram subprodutos do leite, como o soro. Com cerca de 3.700 produtos lácteos diferentes disponíveis no mercado brasileiro, há espaço para inovação, como opções sem lactose ou enriquecidas com probióticos. Escolher os tipos certos depende do seu público-alvo: por exemplo, queijos artesanais para mercados gourmet ou leite UHT para distribuição em larga escala.

 

O Primeiro Passo: Legalização, Normas e Apoio Técnico

As normas sanitárias são rigorosas por uma boa razão: o leite é um excelente meio de cultura para microrganismos. Portanto, todo o processo, da ordenha ao envase, deve ocorrer em condições de higiene impecáveis, com controle de temperatura e uso de materiais que não contaminem o alimento, como o aço inoxidável e compostos atóxicos.

 

Antes de pensar em equipamentos e peças, é fundamental estruturar a parte burocrática e sanitária. A abertura de um laticínio no Brasil exige registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF), estadual (SIE) ou municipal (SIM), dependendo do mercado de atuação. Essa aprovação é concedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) ou órgãos delegados, que fiscalizam o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF).

 

Além das exigências do Ministério da Agricultura, , todo laticínio no Brasil deve atender às diretrizes da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que é o órgão responsável por regular e fiscalizar aspectos relacionados à segurança sanitária dos alimentos e dos ambientes industriais.

 

O laticinista deve contar também com órgãos e entidades estaduais, que oferecem suporte técnico e regulatório específico. Em Minas Gerais, por exemplo, a Emater atua como instrumento do governo estadual para assistência técnica e extensão rural, auxiliando fabricante de produtos lácteos na adoção de boas práticas agropecuárias, gestão de propriedades e participação em concursos de qualidade do leite. Já a EPAMIG - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, promove pesquisas, transferência de tecnologias e capacitações no setor lácteo, incluindo o Instituto de Laticínios Cândido Tostes, que oferece cursos sobre produção de queijos e inovações para melhoria da qualidade. No âmbito municipal, além da vigilância sanitária para inspeções locais e o departamento de meio ambiente para licenças ambientais específicas.

 

A produção de derivados lácteos é regulamentada por normas sanitárias rígidas. As principais exigências envolvem:

  • Instalações com pisos, paredes e tetos laváveis e de fácil higienização;
  • Separação entre as áreas de recepção do leite cru e beneficiamento;
  • Sistema de tratamento de efluentes;
  • Controle de temperatura em todas as etapas da produção;
  • Uso de equipamentos e utensílios fabricados em materiais atóxicos, como o aço inoxidável;
  • Uso de mangueiras, conexões, borrachas e vedações alimentícias atóxicasa certificadas;
  • Registro e rastreabilidade de toda a cadeia produtiva.

 

Consultoria, assessoria e sistema para laticínio

Nessa jornada, um grande aliado é o SEBRAE. A instituição oferece consultorias especializadas para pequenos e médios laticínios, auxiliando desde o plano de negócios e viabilidade econômica até a adequação às normas sanitárias e estratégias de marketing. Aproveitar esse suporte pode ser o diferente entre um negócio que apenas sobrevive e um que prospera.

 

Já a consultoria técnica em laticínios abrange desde a definição do mix de produtos e dimensionamento da capacidade produtiva até a elaboração dos manuais de Boas Práticas de Fabricação (BPF), planos de APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) e processos de higienização (PPHO). Para essas etapas, o mercado conta com empresas especializadas e de grande reputação, como a Cia do Leite, a Consulak, a Tekmilk e a Confiança Engenharias — cada uma com expertise em projetos, consultoria técnica e capacitação voltados especificamente para o setor de laticínios.

 

Na gestão da operação, os softwares de gerenciamento de laticínios são hoje indispensáveis. Eles integram o controle de recepção do leite, rastreabilidade de lotes, estoque, custos, qualidade laboratorial e emissão de documentos fiscais — tudo em uma única plataforma, reduzindo erros, aumentando a eficiência e facilitando auditorias. Entre as soluções mais utilizadas no setor estão o Lacteus, o Evomilk, o Madcap e o ProLeiT, cada um com características voltadas a diferentes portes e níveis de complexidade operacional.

 

Equipamentos para laticínios: A primeira linha de defesa da qualidade do leite

Com a parte burocrática em andamento, é hora de focar no que faz um laticínio funcionar: os equipamentos. A escolha correta das máquinas e peças é vital para a eficiência, a qualidade do produto final e a conformidade com as normas sanitárias. A seguir, detalhamos alguns equipamentos que você precisará:

 

  • Tanques rodoviários isotérmicos inox

O transporte do leite da fazenda para o laticínio, ou entre diferentes unidades de processamento, exige equipamentos que garantam a manutenção da qualidade e da temperatura. Os tanques rodoviários isotérmicos inox da Minas Mais são projetados para essa finalidade, com capacidades a partir de 1.000 litros, disponíveis em modelos cilíndricos ou ovais.

 

Fabricados em conformidade com a norma que estabelece os requisitos para implementos rodoviários de transporte de líquidos a granel, esses tanques garantem segurança e conformidade. O isolamento térmico de 55 a 100 mm de espessura é importante para manter a temperatura do leite durante o transporte, evitando perdas e garantindo a integridade do produto. A tubulação de CIP em aço inox com spray-ball facilita a limpeza e higienização, e a construção em aço inox AISI 304 assegura a durabilidade e a resistência à corrosão, elementos essenciais para o transporte de alimentos.

 

  • Tanques de resfriamento à expansão

O resfriamento rápido do leite após a ordenha é um passo crítico para preservar sua qualidade e inibir o crescimento bacteriano. Os tanques de resfriamento são projetados para essa finalidade e estão disponíveis em diferentes modelos para atender às diversas necessidades dos produtores e laticínios:

 

Tanques Verticais (Abertos): Com capacidades que variam de 200 a 8.000 litros, são ideais para pequenas e médias propriedades. Sua abertura superior facilita a limpeza manual e a inspeção visual. O resfriamento ocorre por expansão direta, onde o gás refrigerante circula diretamente nas paredes do tanque, resfriando o leite de forma eficiente.

 

Tanques Horizontais (Fechados): Com capacidades maiores, de 4.000 a 20.000 litros, são mais comuns em propriedades de médio a grande porte e em laticínios. O sistema fechado oferece maior proteção contra contaminações externas e geralmente é equipado com sistemas de limpeza CIP (Clean-in-Place), que automatizam a higienização. O resfriamento também é por expansão direta, garantindo a rápida redução da temperatura do leite.

  

  • Silo de estocagem de leite isotérmico inox:

O silo de armazenamento de leite é utilizado para grandes volumes que já foi resfriado. Ele mantém a temperatura estável graças ao seu isolamento térmico de alta densidade (poliuretano). Enquanto o resfriador possui uma unidade condensadora (motor) para baixar a temperatura do leite, o silo isotérmico foca em manter a temperatura por longos períodos. O silo é o pulmão do laticínio, permitindo que a produção não pare enquanto novos lotes de leite chegam.

 

  • Desnatadeira de leite

A desnatadeira centrifuga separa creme (gordura) do leite desnatado em 1-2 minutos. Capacidade 500-5.000 L/h, com separador auto-limpo. Essencial para queijos magros ou manteiga. Normas exigem rendimento >95% gordura. Além de aumentar a variedade de produtos, a desnatadeira contribui para o melhor aproveitamento da matéria-prima, reduzindo perdas e aumentando a rentabilidade do laticínio.

 

  • Bombas Alimentícias

As bombas sanitárias são responsáveis por transferir o leite e seus derivados entre tanques, silos e linhas de produção. Desenvolvidas para produtos alimentícios, elas evitam contaminações, reduzem perdas e garantem um fluxo contínuo e seguro. Uma bomba sanitária de qualidade impacta diretamente na produtividade do laticínio e na integridade do produto. Há modelos autoaspirantes e centrífugas, com potências de 1, 2 e 3 cavalos (HP), por exemplo. As bombas autoaspirantes são ideais para situações que exigem uma sucção mais eficiente, enquanto as centrífugas são amplamente utilizadas em diversas aplicações industriais. Para caminhões, há mecânicas com vazão de até 30.000 litros por hora.

 

Peças para Laticínios: O segredo da qualidade está nos detalhes

Existe um universo de componentes igualmente essenciais que, embora menores e muitas vezes invisíveis aos olhos menos atentos, são os verdadeiros responsáveis por garantir que o leite flua, que a qualidade seja preservada e que a produção jamais pare: estamos falando das peças.

 

  • Formas de queijo

As formas de queijo são peças aparentemente simples, mas extremamente importantes. Elas definem o formato, o peso e até a identidade visual do produto final. Existem diversos modelos, tamanhos e perfurações, adequados para diferentes tipos de queijo. O uso de formas de qualidade, fabricadas com materiais atóxicos, garante padronização, higiene e melhor apresentação, fatores decisivos na aceitação do produto pelo consumidor.

 

  • Mangueiras Alimentícias

 As mangueiras alimentícias são fundamentais para o transporte do leite entre equipamentos, caminhões e tanques. Elas precisam ser fabricadas com materiais atóxicos, aprovados para contato com alimentos, e resistentes a temperaturas variadas e produtos de limpeza. Na Minas Mais, os modelos disponíveis são:

 

Mangueira Alimentícia Azul: indicada para o transporte de leite e outros líquidos alimentícios. De fácil identificação visual, é muito utilizada em propriedades rurais e laticínios para conexão entre ordenhadeiras, resfriadores e tanques.

 

Mangueira Alimentícia Transparente: permite a visualização do fluxo do produto por dentro, o que facilita a identificação de resíduos, bolhas de ar ou contaminações. Muito utilizada em laticínios que prezam por maior controle visual do processo.

 

  • Conexões e válvulas inox

São os componentes que unem toda a tubulação. Há uma variedade de produtos, incluindo válvulas borboletas, curvas de 45° e 90°, TEE, tubos PI/PE, uniões SMS, RJT e TC, além de válvulas de alívio e retenção.

 

  • Borrachas, Rotores e Vedações

Por fim, mas não menos importante, as borrachas e vedações atóxicas são essenciais para evitar vazamentos e garantir a higiene em todo o processo. Há uma ampla gama de rotores de borracha, anéis de vedação, retentores, perfis de silicone e guarnições. Esses componentes são essenciais para o bom funcionamento de máquinas e equipamentos, prolongando sua vida útil e prevenindo contaminações. A qualidade desses itens garante a vedação perfeita, mantendo a integridade do produto e a eficiência operacional.

 

Montar um laticínio é uma jornada que une tradição e inovação, campo e cidade, família e mercado. Com planejamento cuidadoso, adequação às normas sanitárias, suporte de entidades como o SEBRAE e parceiros confiáveis como a Minas Mais, o sonho de ter um laticínio próprio está mais ao alcance do que nunca.

 

Minas Mais: a maior parceira dos laticínios e produtores de leite

Ao montar ou expandir um laticínio, contar com um parceiro confiável faz toda a diferença. A Minas Mais se destaca como uma das maiores parceiras dos laticínios brasileiros, oferecendo uma linha completa de equipamentos e peças para toda a cadeia do leite.

 

Além de fornecer tudo para a indústria, a Minas Mais também está ao lado do produtor de leite, oferecendo ordenhadeiras de última geração e todas as peças de reposição necessárias para que a retirada do leite seja eficiente e higiênica.

 

Trabalhamos com condições especiais, como parcelamento em até 36x sem entrada no boleto bancário, mediante aprovação bancária, além de envio rápido, grande disponibilidade de produtos à pronta entrega, garantia e um pós-venda diferenciado. O atendimento é exclusivo, focado em entender a real necessidade de cada cliente.